Escolhem um texto de um autor português, lêem-no em voz alta e gravam um vídeo até três minutos com esse desempenho.
Os melhores 20 leitores (dos 13 aos 17 anos) irão passar um dia na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, numa espécie de casting, em que, perante um júri, lerão outros textos, já não à sua escolha. Os dez jovens que se distinguirem nesta selecção irão integrar um espectáculo, a realizar-se no dia 7 de Fevereiro, de novo na Gulbenkian, onde serão então encontrados os três vencedores. O 1.º lugar ganha uma viagem a Londres, que inclui a passagem para um adulto, o 2.º e 3.º lugares recebem um iPad. Qualquer semelhança com um concurso de talentos não é coincidência. É de propósito.
“Como nessas idades gostam de concursos de cantorias, um universo que ocupa cada vez mais as suas cabeças, e também de competição, pensei em criar um concurso de leitura com a mesma lógica”, explica a crítica literária e escritora Helena Vasconcelos, de quem partiu a ideia de Dá Voz à Letra. E prossegue: “A Gulbenkian gostou e avançámos. Queremos que eles percebam que a leitura é sexy e divertida.”





