12/10/11

Dia mundial da alimentação

Antecipando o Dia mundial da alimentação, dois textos alusivos ao tema. Para ficares a conhecer  a biografia dos seus autores, clica sobre o seu  nome.



Os frutos



Pêssegos, pêras, laranjas,
Morangos, cerejas, figos,
Maçãs, melão, melancia,
Ó música de meus sentidos,
Pura delícia da língua;
Deixai-me agora falar
Do fruto que me fascina,
Pelo sabor, pela cor,
Pelo aroma das sílabas:
Tangerina, tangerina
                                                                         



                                                         Eugénio de Andrade




Poema às massas


Amassa a massa o padeiro,
vende massa o merceeiro,
usa massa o vidraceiro
e também o cozinheiro.
Na Avenida e no Rossio
passam massas populares,
as canções que as massas cantam
vão voando pelos ares.
Ó ladrão, senhor ladrão,
responda, mas não se zangue,
a mania de roubar
está-lhe na massa do sangue?
Perdi todo o meu dinheiro,
fui pedir massa emprestada,
mas a massa que me deram,
vejam - foi massa folhada!
Uma massa, outra massa...
Com tanta massa amassada,
digam lá se este poema
não é mesmo uma maçada!



                                                                           Luísa Ducla Soares

Turma da ES Padrão da Légua visita a BE/CRE

Aqui ficam algumas imagens da visita guiada aos alunos do Curso profissional de técnico de biblioteca, arquivo e documentação, acompanhados pelas professoras Isabel Fonseca e Ana Dias.

09/10/11

Postal musical - pintura com música

Postal musical, ao domingo, às dez...



[Painted by Alice Ninni. Edited by Luca Calttaneo]

Vencedor do prémio Eduardo Lourenço

Este ano, o Centro de Estudos Ibéricos (CEI) atribuiu o Prémio Eduardo Lourenço ao escritor moçambicano Mia Couto.

06/10/11

Tomas Tranströmer é o Prémio Nobel da Literatura 2011

Tomas Tranströmer (Andrei Romanenko/Wikimedia Commons)


O poeta sueco Tomas Tranströmer é o Prémio Nobel da Literatura de 2011, anunciado em Estocolmo pela Academia Sueca. Ler + >>

HISTÓRIAS DE MARINHEIROS
Há dias de inverno sem neve em que o mar é parente
de zonas montanhosas, encolhido sob plumagem cinza,
azul só por um minuto, longas horas com ondas quais pálidos
linces, buscando em vão sustento nas pedras de à beira-mar.
Em dias como estes saem do mar restos de naufrágios em busca
de seus proprietários, sentados no bulício da cidade, e afogadas
tripulações vêm a terra, más ténues que fumo de cachimbo.
(No Norte andam os verdadeiros linces, com garras afiadas
e olhos sonhadores. No Norte, onde o dia
vive numa mina, de dia e de noite.
Ali, onde o único sobrevivente pode estar
junto ao forno da Aurora Boreal escutando
a música dos mortos de frio).
(Tomas Tranströmer,1954)